O problema da educação superior no Brasil não é algo recente, mas sim um fato que teve início no século XIX com a chegada da Família Real Portuguesa que, ao transferir a corte para o Brasil precisava de profissionais qualificados das mais diversas áreas do conhecimento para o crescimento e desenvolvimento do País.
Até a década de 1970, a maioria dos professores do ensino superior, eram profissionais bem sucedidos em suas áreas de atuação e, geralmente convidados pelas instituições de ensino superior para ministrar aulas, já que, considerava-se um profissional bem sucedido apto a passar seus conhecimentos e sua forma de sucesso para ensinar e formar bons profissionais para o mercado de trabalho.
A falta de competência pedagogia foi um problema visto pelos professores que, se conscientizaram. Apenas a posse de um diploma não basta para atuar como docente sem os conhecimentos e técnicas didáticas e pedagógicas no processo ensino-aprendizagem.
"O que normalmente acontece, principalmente em relação à pós-graduação lato-sensu, é que, por força da resolução do CFE nº 12/83, da carga horária mínima de 360 horas desses cursos, 60 horas devem ser destinadas a disciplinas didático-pedagógicas, que “surgem”, um tanto deslocadas e sem muita razão de ser, uma dose mínima de formação pedagógica que, na visão da legislação, é suficiente para formar educadores, caso esses especialistas desejem ingressar no magistério superior (o que é, legalmente, possível) (Vasconcelos apud Masetto, 1998, pg 86)".
A qualificação dos profissionais para atender uma grande demanda de alunos nas universidades e, principalmente nas privadas, passa a ser de qualidade duvidosa, porque paga-se pouco, as mensalidades estão cada vez mais baixas devido a grande concorrência e oferta disponível no mercado de formação superior, baixa no custo das mensalidades reduzindo a duração do curso e a falta de aperfeiçoamento e continuidade da formação.
Geralmente os profissionais da educação trabalham nos períodos da manhã, tarde e noite, com uma carga horária que deixa apenas o sábado para estudo e atualização, ou pequenos intervalos nos dias de semana.
A maioria precisa ter mais de um emprego para ter uma situação financeira melhor, com isso a questão do planejamento e da atualização contínua permanece em segundo plano, o que gera falta de qualidade do trabalho do professor, e se traduz no ensino.
Mais tarde esta “deficiência” de aprendizagem reflete no despreparo dos alunos que chegam ao ensino superior e quando estes se formam, retomam o ciclo da precariedade do ensino, formando os futuros professores, com as mesmas características, seja pela má qualidade de formação, ensino-aprendizagem como competência técnica (falta de didática).
O compromisso de quem educa é romper com este ciclo vicioso e como professor de história, destaco a importância do estudo da mesma, já que estamos permeados por um contexto político, econômico, cultural e social e enfatizo que a importância de conhecê-la deve-se principalmente pelo fato de não repeti-la, não fazer com que seja cíclica, conhecendo a história transformo meu presente, e transformando meu presente com certeza o futuro será promissor.
Evandro Lobo Costa
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