segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Nazismo no Brasil




Na América apenas Uruguai, Colômbia e Estados Unidos mantiveram seus regimes democrático liberal na época em que o Nazismo e Facismo inspirava os líderes dos países a implantarem a ditadura como modelo de Governo.

Propaganda Nazista no Brasil 


Em 1928, foi fundado em Timbó, Santa Catarina, a seção brasileira do Partido Nazista. Naquela época, viviam no Brasil cerca de 100 mil alemães natos e cerca de um milhão de descendentes. A maior parte deles vivia em comunidades isoladas no sul do Brasil que preservavam a língua e a cultura alemã. Com a ascensão de Adolf Hitler ao cargo de chanceler, na Alemanha, os teuto-brasileiros passaram a ser assediados pela propaganda feita pelo nazismo para atrair seguidores no exterior.

Embora nunca tenha havido um Partido Nazista organizado, legal ou clandestinamente no país, vários membros da comunidade teuto-brasileira foram membros da seção brasileira do Partido Nazista da Alemanha. Esta seção chegou a ter 2.822 membros e foi a maior seção do Partido Nazista alemão no exterior. Como era uma organização estrangeira, somente alemães natos podiam ser filiados e os brasileiros descendentes de alemães atuavam somente como simpatizantes.
Calcula-se que cerca de 5% dos imigrantes alemães então residentes no Brasil estiveram, em alguma época, associados ao Partido Nazista alemão Estes nazistas residiam em 17 estados brasileiros, a maior parte deles em São Paulo. Entretanto, a esmagadora maioria dos teuto-brasileiros não se deixou seduzir pela propaganda e nunca se filiou ao nazismo.

Planos da Alemanha Nazista para o Brasil 


Segundo o historiador René Gertz, no livro O Fascismo no Sul do Brasil, muitos pesquisadores da área da História afirmam em suas teses que não existem evidências empíricas que indiquem que, efetivamente, haveria intenções de Hitler e do alto escalão da Alemanha nazista de planejar um ataque ou conquista em regiões na América Latina.

Estado Novo de Vargas e o Nazismo 

Várias pessoas importantes do governo de Getúlio Vargas de 1930 a 1945 nutriram admiração pelo governo da Alemanha Nazista. Entre estas, estavam comandantes militares que apoiaram Getúlio Vargas na implantação da ditadura do Estado Novo como o general Eurico Gaspar Dutra(ministro da guerra de 1936 a 1945, e futuro presidente da República), o general Góis Monteiro (ministro da guerra em 1934) e Filinto Müller (chefe de polícia do Distrito Federal, futuro senador e líder do partido ARENA).

Por outro lado, o governo de Getúlio Vargas era extremamente nacionalista. Com a decretação da ditadura do Estado Novo em 1937, todos os partidos políticos brasileiros tornaram-se ilegais. Além disso, foi proibida a prática de qualquer atividade de natureza política dos estrangeiros residentes no país, que não mais podiam organizar, criar ou manter sociedades, fundações, companhias, clubes e quaisquer estabelecimentos de caráter político, ainda que tivessem por fim exclusivo a propaganda ou a difusão, entre os seus compatriotas, de ideais, programas ou normas de ação de partidos políticos do país de origem. A partir de então, as atividades do Partido Nazista no Brasil foram duramente reprimidas, assim como a de todos os outros partidos políticos brasileiros ou não.
Apesar de ter vários simpatizantes da Alemanha Nazista, o governo do Estado Novo preferiu manter uma política de apoio aos Estados Unidos em troca de benefícios econômicos. Quando navios mercantes brasileiros foram afundados por submarinos alemães, o Brasil declarou guerra às potências do Eixo.


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